terça-feira, 15 de novembro de 2011

Mais um «ensaio» a ver como isto funciona

Um dos temas recorrentes na discussão da problemática da partilha do valor acrescentado é o da «justiça» dessa partilha, argumentando-se muitas vezes que essa partilha é «injusta» na medida em que não reconhece, ou reconhece menos do que devia, o contributo dos trabalhadores para a produção desse valor acrescentado. Deve aqui assinalar-se que a questão da Ética ou da Moral não deveria ter entrada no âmbito estrito da análise do comportamento de um qualquer sistema. Ou então deveria ser conveniente esclarecer que aquilo que é injusto é também aquilo que acaba por vir a prejudicar o funcionamento equilibrado, sustentado e perdurável desse sistema. Por outras palavras, e como diria talvez um aprendiz de filósofo hegeliano, aquilo que é justo é aquilo que é funcionalmente útil para o colectivo em que se insere esse contributo. No caso da problemática «classes sociais e valor», uma partilha do valor acrescentado será uma partilha «justa» apenas e tão só na medida em que essa partilha contribua para a continuidade do funcionamento equilibrado (em homeostase...) do próprio sistema.

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