Ora cá está mais uma brilhante «ideia peregrina» do sr. António José Seguro... A abstenção do PS na votação do Orçamento para 2012 (aquele orçamento que vai fazer agravar a recessão e muito provavelmente conseguir cobrar menos impostos apesar de aumentar as respectivas taxas) vai ser - dizem eles - uma «abstenção violenta»...
Eles, os deputados do PS devem estar ansiosos para muito violentamente levantarem o braço - ou lá como é que fazem - quando a presidência da mesa (quero eu dizer, da «Assembleia»...) perguntar «quem se abstém?»...
Será que violentamente vão dar uns murros naquelas espécies de mesinhas que têm à frente dos assentos de deputados... Ou irão apenas dirigir uns olhares violentamente fulminantes na direcção dos deputados da maioria?... Uma outra hipótese é os referidos deputados violentarem o tempo da Assembleia e exigirem (com violento tom de voz) que cada um faça, individual e violentamente uma declaração de voto. Nesse caso, sim. Aí poderão ser violentos na forma e no conteúdo. Digo isto porque não estou a ver como é que o simples absterem-se pode transmitir a quem quer que seja a ideia da «violência»... Ou então, coisas da evolução das palavras e do seu significado, afinal já não é só a REVOLUÇÃO (cruzes, credo...) que é «violenta». O não votar, deixar passar ou «fazer de conta» também já é uma coisa violenta.
Pensando bem, de facto a abstenção vai ser uma violência: sobretudo para aqueles que votando PS acreditavam que «eles» iam propor (ou fazer seguir) uma política diferente...
Mas vai ser uma violência sobretudo para todos aqueles que têm que pagar a factura.
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